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02/05/2004 17:51

Estou indo embora. O último que sair apaga a luz:

Conheçam minha nova casa

enviada por Edu



29/04/2004 22:12

Hoje eu tenho plena consciência de que tenho aproveitado cada coisa que posso na minha vida. Ninguém mais me conhece tão bem quanto eu mesmo. Uns conhecem uma parte, outros conhecem outra... mas só eu, hoje, sei do que sou capaz e de tudo o que faço e fiz.
E, caso soubessem, provavelmente me condenariam por isso.

Mas o que faço, de qualquer forma, me torna cada vez mais forte, cada vez mais seguro de mim mesmo, e isso se reflete no que os outros vêem... mas nunca no que pensam em relação a mim. Afinal de contas... eles não sabem de toda a verdade.

enviada por Edu



18/04/2004 17:01

Enquanto ouço "Fallen Icons", do grupo Delerium, procuro a última música que me falta pra gravar um novo CD.
O Delerium é um grupo estranho: eles têm a mesma musicalidade de grupos como Enigma e deep Forest, mas ao mesmo tempo conseguem juntar Sarah McLachlan e fazer "Silence".
A música que procuro agora é "The Old Ways", música de Loreena McKennitt. Loreena é uma cantora que tá bem mais pro lado de Enya (como ela cantava no começo) e Clannad (grupo da irmã de Enya).

No meu fone de ouvido toca "Sunset", do Norman Cook, ou Fatboy Slim se preferirem. Converso com uma amiga da faculdade sobre música também, sobre bandas, sobre novidades...

Ainda não sei exatamente o que será da minha vida quando eu terminar a faculdade. Mas... uma decisão eu já tomei: vou fazer um curso de DJ. Já sei onde, já sei mais ou menos o preço e até o que me aguarda. A única coisa que eu preciso saber, como eles mesmos dizem no site, "é saber contar até 8". Pra quem entendeu...

Essa semana deixei pra trás mais uma vez um possível futuro pra focar, mais uma vez, em mim mesmo. Já estava cansado dessa história de ficar esperando pelo fim de semana e, quando ele chegava, nada acontecia. Da forma como está ainda nada acontece, mas pelo menos não fico esperando pra acontecer.

Preciso urgentemente passar esse Blog pro UOL. Ainda não consegui colocar esse mesmo layout lá, e colocar um outro é uma possibilidade não cogitada.

Por quê será que são sempre as pessoas que não podemos estar sempre juntos que nos fazem mais felizes? Com raras excessões, as pessoas com quem gosto de conversar, de estar perto ou seja lá o que for, nunca estão realmente por perto. E depois ainda vêm me dizer que não estamos no Inferno...

Ontem fui ver a Laura, ex-namorada do Beto, cantar num bar em Moema. O nome da banda é "Kady Lack's". Por mais que eu tenha ficado ouvindo a banda por umas 3 horas e várias músicas, não cansei de elogiar a voz da moça. Ainda acho impossível que uma menininha daquele tamanho possa ter um vozeirão daqueles, mas só ouvindo pra entender. E por mais que o repertório deles seja somente de "Rock Clássico" (definição do Beto, porque eu não conheço nada disso), eu ainda assim consegui acompanhar algumas músicas. Já a avisei, inclusive, que na próxima oportunidade que tiver estarei presente.

Estou com uma "coisa" que tem me enchido o saco por algumas semanas: Sinusite. Tive uma crise forte em Fevereiro, tomei alguns remédios, deveria ter voltado a um médico em Março, não voltei, aí um dia resolvi tomar um Açaí na Praça de Alimentação da Universidade. Não sei se foi bruxaria da amiga que estava comigo, mas sei que aconteceu exatamente como ela havia dito (ou profetizado?): acordei com uma baita dor de garganta e com os mesmos sintomas começando.
Voltei então a um médico semana passada, que me receitou um remédio e uma injeção (ai meu Deus).
Pra quem me conhece, sabe do meu problema com injeções. Eu não tenho medo de injeções, mas quando tomo... desmaio. É fato. Tanto que descobri isso num exame de sangue desses de feira de ciências de escola: fui lá tirar o sangeu e quase caí em cima das agulhas da mesa da menina que tirou sangue do meu dedo. Pois desde então, qualquer vacina, injeção e/ou agulhada em geral que eu vou tomar, peço pra tomar sentado ou deitado, senão eu caio no chão.
Dessa vez pensei até em ir bêbado, mas visto que eu nunca consegui beber o suficiente pra ficar realmente bêbado e o fato de eu ter ído tomar a injeção de manhã, não ia dar muito certo.
Pois então aconteceu que não aconteceu nada (!). Por algum motivo que eu ainda desconheço, eu ainda estava acordado no final da aplicação.

Fico pensando que amanhã é dia de batalha, digo, de trabalho. Tenho sentido na pele (e nos meus ombros) o peso constante da responsabilidade, do "fazer-a-cagada-e-ter-que-arrumar". Junta-se isso ao fato de minha Supervisora ter a mesma visão limitada que meu ex-Supervisor na época do Provedor, e fica tudo ótimo.
No começo achei que fosse perseguição minha com supervisão. Mas depois de passar por ótimos profissionais na empresa em que estou hoje, percebi que meu senso crítico tá até que afinadinho. Mas... um segredo pra mim ainda é pensar o que fazer quando tenho um mal Supervisor (ou má Supervisora).

Pois então é isso.

enviada por Edu



18/04/2004 12:51

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só
acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.Não contaram
pra nós que amor não é acionado nem chega com hora marcada.

Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de
uma laranja,e que a vida só ganha sentido quando encontramos
a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que
ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a
responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce
através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só
mais agradável.

Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um", duas
pessoas pensando igual, agindo igual, que isso era que funcionava.
Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo
indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação
saudável.

Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que
desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente
acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que
transam pouco são caretas, que os que transam muito não são
confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto.
Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.

Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma
para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade.
Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas,
são alienantes e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também
não contaram que ninguém vai contar isso tudo prá gente. Cada um vai
ter que descobrir sozinho.

E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder
ser muito feliz e se apaixonar por alguém.


enviada por Edu



10/04/2004 17:38

Recebi essa letra de uma pessoa muito especial.

Closer
by Dido


Album : Life For Rent

So leave your taxi waiting
And turn and close my door
And sit back down where you were sitting
A little closer then before

When you look that serious
It just makes me want you more
And I've been meaning to tell you

The closer you get, the better I feel
The closer you are, the more I see
Why everyone says, that I look happier
When you're around
The closer you get, the better I feel

And yes I know you're nervous
Never seen you so unsure
You haven't touched your food tonight
And you're drinking more and more

And there's no need to hurry
Take you're time I'll still be here
And I've been meaning to tell you

The closer you get, the better I feel
The closer you are, the more I see
Why everyone says, that I look happier
When you're around, the better I feel

The closer you get, the better you see
The closer you are, the more I see
Why everyone says, that I look happier
When you're around, the closer you get
The better I feel, the better I feel

We've been circling for time baby
We're coming down to land tonight
The wait is over and now it's easy
Everything is fine

The closer you get, the better I feel
The closer you are, the more I see
Why everyone says, that I look happier
When you're around, the better I feel

The closer you get, the better you see
The closer you are, the more I see
Why everyone says, that I look happier
When you're around, the closer you get
The better I feel


enviada por Edu



10/04/2004 17:37

E é assim mais uma vez, portanto.
Pode até parecer que poderia acontecer, pode até ser impaciência minha... mas... pensando como alguém que só observa, vendo como alguém que não participa, as coisas ficam mais claras. Não há vontade do outro lado, como sempre. Então... pra quê insistir?

eu desisto.

enviada por Edu



09/04/2004 13:56

Daqui a alguns anos, a forma de transmissão de dados como a conhecemos não vai mais existir. Não se trata de uma nova forma de comunicação, mas sim da forma como os dados serão transmitidos.
Hoje, para receber um arquivo de 10 MB, levei 5 minutos. Daqui a alguns anos não levará mais de 30 segundos, dependendo da capacidade de processamento das máquinas.
Trata-se de um novo método: em vez de fazer uma cópia do arquivo que encontra-se à distância, o computador requisitante lerá o que esse arquivo contém e criará este arquivo sozinho. Não será preciso efetuar uma cópia fiel do arquivo, mas somente efetuar a leitura das informações que ele guarda.

enviada por Edu



03/04/2004 18:42

Semaninha corrida, viu...

Quinta Feira acabei trabalhando até às 10 da noite. Aí saí, fui pra casa e tomei um banho. Uma galera de onde eu trabalho tinha me convidado pra conhecer uma casa noturna nova, e eu pensei: "Pô, com esse stress todo eu tô precisando". Então, troquei de roupa e saí.
Cheguei na "Happy News" às 11:30 da noite. Entramos, ficamos um pouco, gastamos a consumação e resolvemos ir pra outro lugar.
À 1:30 da manhã chegávamos à "Vinyl". Eu nunca imaginei que uma caas noturna pudesse encher tanto numa noite de Quinta. Fomos pro camarote, ficamos lá até às 4:30 da manhã e fomos embora então, porque ninguém é de ferro.
Às 8 horas eu acordava pra ir trabalhar, chegando na empresa de TV a Cabo às 10.
Do que eu gostei mais? Da música. Não faço questão de ir a um determinado lugar pra ouvir boa música, mas boa música em qualquer lugar é bom.
Olha... preciso fazer isso mais vezes (mas de preferência gastando menos).

enviada por Edu



28/03/2004 10:51

A arte de ser canalha

Mulheres, leiam com atenção: essa é pra vocês. Esse fim de semana a sinceridade atingiu meus posts, e vou escrever tudo o que eu estiver pensando.

Sabem por quê os homens são canalhas? Não, não se trata de uma falha genética e nem da indiferença masculina: é tudo culpa de vocês, mulheres. Assim como meu post mais longo ali embaixo, isso aqui também não é demagogia; tudo aqui é baseado em fatos, e vou explicar como cheguei à essa conclusão.

Você, mulher, conhece um cara legal. Vocês saem algumas vezes, ficaram, você tá muito afim dele e ele parece estar muito afim de você.
Mas aí vem o medo: "será que ele só quer se aproveitar de mim?". E aí você, mulher, resolve ir um pouco mais devagar com as coisas. Já não atende a todas as ligações dele, já não aceita todos os convites pra sair, já não fala de forma tão doce com ele. Tudo pra que ele saiba que você é uma mulher de respeito, que quer uma coisa séria.
Mas... vocês já pensaram em como isso é processado na mente masculina? Acho que não, né? Pois eu vou explicar então do ponto de vista masculino.
O cara conhece uma mulher. Eles saem algumas vezes, ficam, a mulher parece estar muito afim dele e ele está muito afim dela. Então, de uma hora pra outra ela pára de corresponder às ações dele. Já não atende a todas as ligações dele, já não aceita todos os convites pra sair, já não fala de forma tão doce com ele. E o cara não entende por quê. Começa a se perguntar se fez alguma coisa de errado nesse meio tempo.
No começo, passa a procurá-la mais ainda, tenta esclarecer o que aconteceu... mas então fica com medo de estar pressionando demais... e não a procura por alguns dias.
Então, a mulher pensa: "Ah, eu estava certo! Se ele gostasse mesmo de mim e quisesse mesmo estar comigo, me procuraria mais!". E o rapaz pensa: "É, ela realmente não tá afim de nada".
Dias depois, a mulher, sozinha, vê o cara com outra mulher. Pensa: "Que canalha! Já está dando em cima de outra! Só espero que ela tenha o mesmo cuidado que eu tive!". E ele pensa: "Que pena que não deu certo...".

Não estou eu aqui defendendo os homens canalhas, que existem sim, e aos montes. É fácil reconhecer um canalha, mas mulher parece que tem atração por esse tipo de homem. O que eu quero que vocês entendam, mulheres, é a culpa de vocês em todo esse processo. Ententam que quando um não quer...
Portanto, quando tiverem a chance, tentem. Quando aparecer uma pessoa, permitam-se. Quando alguém ligar, atendam. Não é difícil conviver com a idéia de que se encontrou uma pessoa certa.

enviada por Edu



28/03/2004 01:05

Querem papéis de parede muito loucos? Acessem www.digitalblasphemy.com . Lá tem, inclusive, o que eu uso há anos, o "room1999".

enviada por Edu



28/03/2004 00:46

É... eu brevemente vou passar meu Blog pro UOL. O Blig agora deu pra dizer que eu ultrapassei o meu espaço de imagens (!).

Eu ía postar as fotos da balada do pessoal de onde eu trabalho na semana passada, dia 19, mas não deu. Então, entrem vocês mesmos na página e vejam:

Clique aqui

Entrem em Fotos, cliquem em Festas, Despedida do Brasil, Dia 19 e vejam as fotos.

enviada por Edu



28/03/2004 00:32

Artist: Smashing Pumpkins
Song: Mayonaise


Fool enough to almost be it
Cool enough to not quite see it
Doomed
Pick your pockets full of sorrow
And run away with me tomorrow
June

We'll try and ease the pain
But somehow we'll feel the same
Well, no one knows
Where our secrets go

I send a heart to all my dearies
When your life is so, so dreary
Dream
I'm rumored to the straight and narrow
While the harlots of my perils
Scream

And I fail
But when I can, I will
Try to understand
That when I can, I will

Mother weep the years I'm missing
All our time can't be given
Back
Shut my mouth and strike the demons
That cursed you and your reasons
Out of hand and out of season
Out of love and out of feeling
So bad

When I can, I will
Words defy the plan
When I can, I will

Fool enough to almost be it
And cool enough to not quite see it
And old enough to always feel this
Always old, I'll always feel this

No more promise no more sorrow
No longer will I follow
Can anybody hear me
I just want to be me
When I can, I will
Try to understand
That when I can, I will


enviada por Edu



28/03/2004 00:14

Há algumas semanas atrás, comecei a pensar num assunto que não me sai da cabeça desde então. Hoje entendo o quê Richard Bach quis dizer no prefácio do livro "Ilusões", quando descreve que quando uma idéia fica em sua cabeça e ele não a expressa, ela começa a pressioná-lo.

Pois bem, o assunto é delicado, é revelador, é viajado... mas é sincero.
Houve uma semana em que eu precisei ir trabalhar de carro várias vezes, acho que todos os dias. Nessa semana, choveu em todos os dias, fez calor em todos os dias, cheguei atrasado na faculdade todos os dias.
Enquanto eu esperava o trânsito andar na caótica situação da 23 de Maio às 18 horas, comecei a reparar no meu redor: haviam milhares de carros, os rostos das pessoas estavam sempre com a mesma expressão de desânimo, só haviam prédios em volta, os motoboys passavam a milímetros do meu e de outros carros, ônibus e caminhões nos pressionavam do outro lado, no rádio não havia nada de útil, já estava de saco cheio de ouvir os mesmos CDs. Enfim, parecia que o mundo estava conspirando contra tudo.
Mas então comecei a pensar o contrário: não estaria tudo conspirando contra o mundo?
E então comecei a pensar em todas as coisas que fazemos, todas as coisas pelas quais passamos e todas as coisas que acontecem ao nosso redor. Existe coisa mais deprimente do que este mundo?
Acalmem-se: não sou mais um pré-adolescente com tendências suicidas achando que tudo é uma droga. Aqui, eu estou me baseando em fatos. Fatos esses que nos cercam e nos fazem, a cada dia, sofrer mais e mais.
Comecei a pensar então que na verdade não vivemos num mundo qualquer. Vivemos, na verdade, no Inferno. Seja lá qual definição cada um faz disso, aqui, definitivamente, é o Inferno.
Não, eu não estou ficando louco, tampouco desacreditado. Eu continuo vivendo a minha vida da mesma forma de sempre, mas agora com um "toque" de realidade a mais.
Imaginem vocês, agora, todos os fatos das vidas de vocês, todos os acontecimentos... tudo. Em algum momento, qualquer um que seja, por qualquer espaço de tempo que seja, você já foi realmente feliz? Sem demagogia, sem querer pensar em algo só pra contrariar minhas palavras, mas... você já teve realmente paz nesse mundo?
Acredito que todos aqueles que pensarem com cuidado e sinceridade chegarão à mesma resposta: "não". E vou dar exemplos de como isso se comprova:

- Você trabalha mais que um camelo, sai do seu trabalho e vai pra aula. Sabe que se não se formar, não vai ter futuro. Sabe que, se se formar e não tiver um pouco de sorte, não vai ter futuro. Sabe que, mesmo que tenha sorte, sem competência não vai ter futuro. Que espécie de ser acredita que, mesmo com tantos contras, ainda existem prós que compensem esse esforço?

- Você passa muito tempo sozinho, pensando em um dia encontrar uma pessoa que te faça feliz, que te complete. Quando encontra, de duas uma: morre de ciúmes dessa pessoa ou é vítima do mesmo sentimento. Que espécie de ser humano consegue manter um relacionamento, mesmo no meio de tanta angústia?

- Você mora num barraco à beira de um córrego, tem sete filhos e está desempregado. Que espécie de ser humano consegue acreditar que, mesmo numa situação dessas, há um futuro que valha a pena?

- Você cresce sabendo que um dia perderá todas as pessoas que mais ama nessa vida, e que, um dia, também morrerá. Que espécie de ser humano consegue aguentar viver com essas duas certezas imutáveis?

- Você ganha dinheiro, gasta dinheiro. Você vê que todo o seu esforço de um mês de trabalho suado vai embora em bem menos tempo do que deveria. Que tipo de ser humano consegue prosseguir mesmo sabendo que pode ser assim pra sempre.

- Você está indo embora pra casa, em pé naquele ônibus lotado, quando vê uma Mercedez passando ao seu lado, e dentro dela um sujeito guiado por um motorista. Quem, em, perfeito estado, concebe quanta diferença há entre nós?

- Você começa a sair com uma pessoa. Tudo parece ir maravilhosamente bem, e de repente aquela pessoa deixa de te procurar. Que tipo convive com a dúvida do "por quê" passivamente?

- Você vê pessoas aceitando serem enganadas por um culto religioso que diz que trás a salvação. Como é possível aceitar a ignorância a esse ponto?

Esses são alguns exemplos. Comece a pensar em sua vida, passo a passo, pedaço a pedaço, fato a fato, e aceite a verdade: nós, todos nós, vivemos no Inferno própriamente dito. Somos colocados nesse mundo pra sofrer, pra apanhar e pra sermos humilhados. Cada um de sua forma; cada um dentro de seu nível; cada um o quanto merece. Você acha triste alguém morrer cedo neste mundo? Não deveria. Hoje eu entendo por quê o outro lá dizia que "os bons morrem jovens". Porque, realmente, não merecem passar tanto tempo nesse mundo.
Também não acredito que esses, como a pessoa que citei da Mercedez, estejam no mesmo "nível" que nós. Mas, acreditem, pagam seus pecados da mesma forma que nós.
Acreditamos numa forma de vida superior que poderá nos "salvar", nos trazer a paz e a redenção. Acreditamos que é só entregar nossa vida a isso e tudo se resolve. Acredit que até os que fazem isso pagam de sua forma.

"Mas... então" - devem vocês se perguntar - "se estamos no Inferno, onde está o Diabo em si?".
E eu lhes respondo: ele está em todo lugar, em todos nós. Ele é aquele motoboy que arrancou o espelho retrovisor do carro do senhor do meu lado com um soco, ele é aquele motorista de ônibus que dirige de modo a fazer todos os passageiros se sentirem mal, ele é aquele chefe que cobra o impossível sabendo que aquilo é impossível, ele é o homem que trai, ele é a mulher que provoca o homem compromissado, ele é aquele buraco que você torceu o pé outro dia. Ele está em todo lugar, em cada um de nós. E a cada vez que "entramos no jogo", cada vez que aceitamos umas dessas coisas passivamente, cometemos mais erros, e estamos fadados a passar por esse mundo cada vez mais vezes.

Quando comecei a organizar essas idéias na minha cabeça, conversei com duas pessoas sobre isso. As duas pessoas, de certa forma, partilhavam das mesmas idéias que eu. Então pensei: será que todo mundo sabe? Será que todo mundo, pelo menos, desconfia? E eu imagino que sim. E eu imagino que algumas pessoas têm medo de pensar nisso, com medo de chegarem à mesma conclusão que eu.

Por mais que isso aí em cima possa parecer meio absurdo, pensem a respeito. Deixem de lado a negligência a uma idéia nova e pensem. Imaginem, de verdade... mas não me culpem caso cheguem ao mesmo ponto de vista que eu... e não gostarem do que vão presenciar.

enviada por Edu



21/03/2004 18:37

Há dois anos atrás, eu passava por dificuldades sérias, de todos os tipos. Foi o ano em que "Murphy" acompanhou todos os meus passos, todas as minhas ações, e fez com que tudo desse errado.
O ano passado foi o ano da retomada, o ano da estabilidade, de "simplesmente passar", esperando que tempos melhores viessem.
Esse ano, definitivamente, é o ano do crescimento, em todos os sentidos, e tenho tentado aproveitá-lo como tal.

enviada por Edu



21/03/2004 18:31

Não é a primeira vez, mas é como se fosse. Não é tudo novo, mas é como se não tivesse acontecido. Não há ingenuidade, mas é como se acreditássemos que realmente pode ser.
Cada nova atitude, cada novo caminho tomado, cada novo dia... tudo é um motivo para estar bem. E é como se pudéssemos viver isso realmente.
Passamos algum tempo nos perguntando "por quê", mas só enquanto passamos por tudo é que entendemos como tudo realmente acontece; o que realmente faz com a gente. Mas sempre com os pés no chão. Sempre com os pés no chão...

enviada por Edu






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